quarta-feira, 23 de abril de 2008

E o que acontece em seguida?

Vimos que, quem sofre de síndrome do pânico, tem suas crises desencadeadas sem motivo algum ou por alguma situação específica (as fobias) no cérebro antigo.

Quando começa a sentir as sensações de luta ou fuga (o alarme de emergência), imediatamente é inundado por imagens de catástrofe.

Essa interpretação dos sintomas como sendo uma catástrofe é recebida pelo cérebro antigo novamente, aumentando os sintomas a níveis estratosféricos. Ao mesmo tempo, sua respiração fica bastante alterada, o que muda a química do sangue de maneira significativa. Essa mudança na química do sangue, por sí só, aumenta ou desencadeia novas crises.

Aí então os sintomas são muito assustadores. Como os sintomas são muito desagradáveis, isso acaba por confirmar na cabeça da pessoa que realmente os sintomas iniciais indicavam um grande problema. Em outras palavras, os sintomas asseguram na imaginação da pessoa que ela realmente corria perigo. Essa situação é percebida pelo cérebro antigo, que tenta ajudar da única maneira que consegue: desencadeando novas reações de luta ou fuga, novas crises de pânico. E assim o ciclo vicioso se fechou...

TRATAMENTO

Uma medida fundamental no pânico é saber respirar: durante a crise a maioria das pessoas que sofre desse transtorno respira de modo superficial, o que acaba por mudar a química do sangue, que por sua vez é interpretado pelo cérebro como uma situação de emergência, gerando mais e mais crises de pânico. Para saber como respirar corretamente.Claro que você deve praticar esse tipo de respiração antes das crises, para que na hora "h" possa utilizá-la.

A boa notícia também fica por conta dos tratamentos atuais. Existe medicamentos capazes de efetivamente interromperem essas crises. São medicações que agem no cérebro, regularizando as áreas cerebrais aonde essas crises são desencadeadas. Não são, portanto, simples "calmantes", mas verdadeiros regularizadores do funcionamento cerebral.

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